LIMITES DE GASTOS

Quem viaja para o exterior de avião só pode trazer, no máximo, US$ 500 em mercadorias sem ter de pagar taxas. Mas o valor máximo permitido em compras em viagens terrestres, fluviais ou lacustres diminui para US$ 300 – não entram nestas contas roupas, artigos de higiene, beleza ou maquiagem e calçados para uso próprio, em quantidade e qualidade compatíveis com a duração e a finalidade da permanência no exterior, nem livros, folhetos e periódicos em papel. Para não correr o risco de pagar imposto por algo que você já tinha, declare os seus bens fabricados no exterior (principalmente aparelhos eletrônicos) na Alfândega do aeroporto ou na fronteira. Também é preciso declarar a saída do país de montantes em dinheiro superior a R$ 10 mil ou o equivalente em outra moeda. Dentro do free shop do país, o viajante pode gastar no máximo US$ 500. Mais informações, na seção de viajantes da Receita Federal.

Declaração de bagagem declarada
Ao chegar ao Brasil, o passageiro precisa preencher um formulário declarando se ultrapassou o valor máximo permitido ou se trouxe algo que necessita de inspeção, como plantas, alimentos, animais, medicamentos ou armas. Caso ele não tenha adquirido nenhum dos itens anteriores e tenha gastado menos de US$ 500 nas viagens aéreas ou de US$ 300 nas terrestres, fluviais ou lacustres, deve se dirigir na alfandega à fila “nada a declarar”. Mesmo assim, o fiscal pode querer dar uma olhada na sua bagagem para checar se realmente você está falando a verdade. Se ele encontrar algum aparelho que custe mais do que a cota estabelecida, você não consegue fugir do imposto e aquele computador baratinho que parecia uma pechincha pode sair mais caro do que se comprado numa carésima loja de eletrônicos de um bairro chique de São Paulo.

Imposto devolvido
Nas compras feitas em determinados países, como muitos dos europeus, o Canadá e a Argentina, é possível restituir o valor do imposto local. Para isso, peça uma ficha de reembolso na própria loja (se ela estiver cadastrada no programa), na hora da compra. No embarque para o Brasil, apresente-a preenchida para o fiscal da alfândega carimbar e entregue-a no guichê próprio. Você recebe o reembolso na hora. Ou, se enviar seus papéis validados pelo correio, pode receber o ressarcimento em casa ou como crédito no seu cartão de crédito. O nome dessa restituição chama-se Global Refund (www.globalrefund.com). Na Argentina, por exemplo, vale para produtos de valor superior a 70 pesos e o reembolso pode chegar a 17%.

Câmbio
Alguns países aceitam dólar e por isso nem é preciso trocá-lo pela moeda local. É o caso da Argentina e de Cuba. Outros até aceitam a moeda americana, mas na hora de comprar você sai perdendo, por isso é melhor passar numa casa de câmbio. Mas troque o mínimo nos aeroportos, que em geral têm as casas mais caras do pedaço. As agências de correio e os bancos governamentais costumam oferecer as melhores taxas de câmbio no exterior.