A Fortaleza de Suomenlinna localiza-se à entrada do porto de Helsínquia, capital da Finlândia.
Esta imponente fortificação possuiu diversas designações ao longo de sua história, originalmente – Sveaborg (castelo, em sueco) ou Viapori (em finlandês) até a atual denominação que, em finlandês quer dizer castelo finlandês.
Nas Guerras do Norte, pelo domínio do Mar Báltico (1700-1721), Carlos XII da Suécia e Pedro, o grande combateram arduamente pela posse do Grão-ducado da Finlândia, então em mãos dos escandinavos. Entre perdas e ganhos, na seqüência do conflito – sem um vencedor nítido – os suecos, senhores da região Sul da atual Finlândia, bem como de grande parte do mar Báltico e mares adjacentes, tiveram que ceder a Carélia (região a Leste da Finlândia) e parte do Sudeste do Grão-ducado aos russos. Estes, gradualmente, ganharam hegemonia na região do Báltico Oriental em detrimento da Suécia, que lhes cedeu pontos fortes na zona.
No intuito de proteger as províncias suecas na Finlândia e o próprio país do avanço russo, Frederico I da Suécia mandou erigir, em 1747, nas seis ilhotas do arquipélago em frente à cidade de Helsingfors (Helsínquia, em sueco), uma fortaleza destinada a fechar e controlar as possíveis incursões navais e terrestres das tropas dos czares.
A planificação e direção da construção ficou a cargo do almirante Augustin Ehrensvärd (1710-1772), que chegou a ter às suas ordens, em alguns verões (época do ano em que se pode trabalhar ao ar livre no Norte da Europa), mais de dez mil homens oriundos de toda a Suécia.
Em 1772 estava concluída a fortificação de Sveaborg: as ilhotas formavam um sistema defensivo articulado, envolvidas por uma cintura de proteção de muralhas de granito com 7,5 quilômetros de extensão. Essa defesa era complementada por uma série de torres de vigia, casamatas e canhoneiras, guarnecidas por soldados suecos.
Em 1802, as tropas do czar cercaram a fortaleza, forçando os suecos a renunciar à posse de Sveaborg, bem como da Finlândia. A Rússia dominou a praça, que denominou como Viapori durante mais de um século, ali mantendo guarnição militar.
No contexto da Guerra da Crimeia, em 1855 uma frota anglo-francesa bombardeou pesadamente Viapori durante cerca de quarenta e duas horas, infligindo-lhe severos danos e obrigando os russos a um notável esforço de reconstrução.
Como conseqüência da Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, os finlandeses conseguiram obter a sua independência. A fortaleza foi então rebatizada como Suomenlinna, sendo parte de suas instalações requalificadas como um centro artístico e cultural.
Atualmente, as tranquilas galerias de arte convivem com a Escola Naval finlandesa, ali em funções.
O conjunto da fortaleza encontra-se classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1991.