Quem conhece Isfahan conhece metade do mundo.” O dito, tornado lenda na região, dá a medida da beleza dessa cidade no coração da Pérsia Antiga. A frase tem um complemento: Isfahan teria, na verdade, metade das belezas do mundo. Talvez seja um exagero, um arroubo poético, mas o excesso é amplamente desculpável. Isfahan é mesmo um destino extraordinário, a joia máxima da arte e da arquitetura islâmicas. Mesquitas decoradas com detalhados mosaicos de azulejos, palácios monumentais, a famosa Praça Imã Khomeini, bulevares arborizados à margem do Rio Zayandeh, diversas pontes. Eis os componentes do mais belo cenário do Irã, a 400 quilômetros da capital Teerã. Se o país ainda assusta pelos rigores do Estado teocrático e por seus vetos comportamentais, é de destacar que, para o turista, o Irã é barato, tem boa comida, gente hospitaleira (característica sublinhada nos relatos dos viajantes desde Marco Polo), e, ao contrário do que usualmente se crê, é seguro. (CV) É preciso ter visto para entrar no país. Deve ser solicitado à Embaixada do Irã em Brasília com pelo menos um mês de antecedência.